Freguesia faz jornadas histórico-culturais

Também com o Auditório da BMOR, cheio, decorreu mais uma edição das Jornadas Histórico Culturais do Lumiar, encontro que há sete anos se repete, alargando à freguesia e englobando, as Jornadas Culturais de Telheiras, iniciadas nos idos de 1996.

Andrade Lemos, justamente o presidente do Centro Cultural do bairro, apresentou a primeira comunicação, “O funeral Barroco em Telheiras”. Seguiu-se Rosa Trindade, também historiadora e também presença habitual nestes encontros, que falou das Quintas das Conchas e dos Lilases, dando-as como exemplo da biodiversidade em Lisboa.

Na mesma altura foi lançado o livro que reúne as comunicações das jornadas do ano anterior. Nele é reproduzida com texto e imagens a comunicação, “As hortas do Lumiar”.

Recordando o carácter rural da Freguesia, a abundância de poços, chafarizes e minas de água, e assim também de ter-renos férteis, Artur Botão faz uma breve retrospectiva, falando dos “vestígios” dessa ruralidade mantidos, sobretudo, pela clandestinidade hortícola, praticada nos vazios urbanos, entre as edificações, e os terrenos não cuidados, pela Câmara; passa depois à “actualidade — o regresso à horta urbana”, por via da conjuntura, “crise económica e estilos de vida mais ligados à terra, e àapetência por produtos ditos biológicos”.

Artur Botão menciona ainda o caso de resistência no tempo, da Quinta de St´Ana, em Telheiras, terras entregues à EPUL e mantidas cultivadas até este século, e as novas hortas comunitárias na Alta de Lisboa, que promovem a responsabilidade partilhada dos espaços públicos e aproximam a população residente.

O recrutamente de hortelões e a maior atenção aos terrenos permeáveis ao cultivo são identificados por Artur Botão como uma prática a ganhar actualidade.

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