2010 já não é ficção

Telheiras foi ficcionada pelo jornal “Expresso” na edição de 30 de Dezem-bro de 1999, numa revista, a que chamou “Portugal 2010”. No texto de abertura da revista, o director, então José António Saraiva, interrogava-se sobre se homens como Leonardo da Vinci, Júlio Verne ou Orwell, que ousaram adivinhar o futuro, teriam mesmo adivinhado o futuro. Dizia ele: “Há outro modo de observar a questão: não foi o passado que adivinhou o futuro mas o futuro que copiou as previsões do passado (…) Em lugar de perseguirem objectivos desconhecidos, os cientistas de todas as épocas acabaram – provavelmente de forma não consciente – por ir dando corpo a profecias de visionários.”

O director do “Expresso” explicava então que algumas das previsões feitas na revista resultavam da análise da realidade e da sua previsível evolução; outras, “de opções editoriais, ou seja, daquilo que gostaríamos que viesse a acontecer”.

Por uma ou outra razão, na revista que então assinalava o final do século, há uma referência a Telheiras: “A Área Metropolitana de Lisboa diminuiu em 25% a taxa de recolha de lixo na zona de Telheiras. Tal medida resulta dos excelentes níveis de recolha selectiva da população desta parte da capital.”

Pormenor da revista do “Expresso”, destacando-se a ficção sobre Telheiras.

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