III Festival de Telheiras… teve tanto que soube a pouco

A Alameda Roetgen foi desta feita o lugar eleito para a confluência da animação e os resultados da iniciativa avaliados de forma positiva. Amigos, irmãos, vizinhos, pais e filhos, avós e netos, ensaiaram posições de esgrima, passearam em skis de madeira a quatro e a seis pés, fizeram pontaria com dardos, sentiram pela primeira vez o gozo de pegar nas raquetes e na bola de borracha emplumada do badminton, jogaram ping-pong , fizeram ioga, tai chi chuan, chikung, compraram rifas para sorteios, sentaram-se na manta de ouvir contar histórias, estenderam um pano com umas peças trazidas de casa, para vender na feira da tralha, receberam flores imaginárias das mãos de mimos bem produzidos e dançaram na rua. Danças escocesas, hip-hop, e outros ritmos.

 

 

 

 

àpartes presentes com banca própria

Abrindo o véu sobre a peça a estrear em Maio, os àparte procuram figurantes para procissão e cabaret. Só dois ensaios. Fizeram um casting no Festival. Três figurantes contratados, no mínimo.

O grupo de teatro do bairro, agora a pouco mais de mês e meio da estreia da peça, compareceu, apesar do período de aceleração do trabalho. Fez-se representar por vários elementos, num esquema de rotatividade de presenças. Na banca montada pelo Grupo de teatroàparte, Mariana, actriz e produtora, permaneceu na Alameda das 10.00 às 14.00 e das 16.00 às 21.00, no sábado. E das 10.00 às 13.00, no domingo. Doze horas em dois dias.

Estar durante todo aquele tempo na banca, a representar o grupo de teatro telheirense, deu-lhe uma visão ampla do Festival. Gostou muito. Mas custou-lhe também muito, perceber que muita gente que ali haveria de gostar de ter estado, não esteve… porque não soube do acontecimento.

Questões geográficas, de território de bairro, mas sobretudo de comunicação. O que eu acho é que faltou divulgação, deste lado de Telheiras – Mariana refere-se à parte Nascente, onde habita e se movimenta mais. As pessoas diziam-me «Ah, não sabia de nada»! O que foi pena! O que vivi, gostei muito. Não vi o concerto de sexta-feira porque não sou noctívaga e estava cansada. Mas vi as bandas no sábado e eles cantavam e tocavam muito bem. Havia de haver mais gente a gostar.

Na tarde de sábado começou a ganhar forma a árvore dos desejos. Um a um, penduravam-se desejos. Margarida Meira, acrescentava à árvore, folhas de papel. Uma pilha de desejos a analisar após desmontada a instalação colectiva.


Uma queixa de barulho

O presidente da ART, Luís Pereira, esteve atento. “Por alto, no domingo chegaram a juntar-se umas 200 pessoas e cerca de 300 ao longo do dia. No sábado passaram pela Alameda umas 250 pessoas, e nos momentos mais concorridos, estavam à volta de 130. A importância de animar os lugares públicos do bairro é clara para a actual Direcção. E o balanço é francamente positivo, sem que haja dúvidas quanto ao muito que ainda há por fazer, melhorar e aprender.

Os dias estiveram com sol e as noites amenas. As 22 horas marcaram o fim do baile de sexta-feira, que teve início com Uxukalhus, grupo de folque português. O concerto de sábado, com as bandas a antecipar a sua actuação, terminou pelas 21 horas. A hora a que Mariana fechou a banca do teatroàparte.

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